quarta-feira, 12 de julho de 2017

Como me tornar um Minimalista?


Se você esta se fazendo essa pergunta, saiba que não existe um manual com as regras para se tornar um minimalista. Essa filosofia de vida pode ser vivida nos mais diversos graus. Vou ter contar um segredo nesse post, ser minimalista é bem mais que comprar uma mochila colocar uma peça de roupas e cair na estrada. 

A percepção do que é ser minimalista vai evoluindo no indivíduo a medida que este faz o exercício de viver com aquilo que realmente importa e vai desapegando daquilo que não é útil, que é excesso e que não colabora com a sua plenitude. 

Muita gente faz um pouco de confusão aqui, pois não conseguem compreender que ser minimalista não é viver sem nada e sim viver com o que realmente é necessário.

Se pudesse dar um conselho a você que está inclinado a testar os benefícios do minimalismo, seria para começar aos poucos. Abrir mão das coisas nem sempre é fácil, fomos educados para possuir, não faz mal algum um período de adaptação. 

Consumir de forma consciente


Na maioria das vezes consumimos por impulso, durante nossas decisões de compra não paramos para analisar se a peça ou o item em questão é realmente necessário. E o mercado sobrevive dessa nossa impulsividade, somos estimulados a consumir a qualquer custo.

Sabemos disso, o que não sabemos ou algumas vezes preferimos esquecer, é que temos o controle também sobre esses nossos impulsos. Qual a justificativa para gastar seu dinheiro com algo que você não vai utilizar? 

Em meu caso, esse foi o primeiro exercício como minimalista, aprender a controlar a impulsividade. Posso te afirmar que o tempo gasto analisando se a compra é realmente necessária é bem menor que a frustração de acabar ficando sem grana por ter comprado algo sem utilidade.

Possuir e não ser possuído pelas coisas

O segundo grande exercício foi abrir mão daquilo que possuía e não utilizava mais. Comecei pelas roupas, é incrível como sempre repetimos que não temos o que vestir mas se arrumamos o roupeiro achamos um monte de peças, algumas que nem lembramos que estavam lá. 

Comecei aqui aplicar a técnica dos últimos 30 dias. Essa técnica consiste em tirar tudo do roupeiro, e separar as peças em dois grupos, as que você gostaria de "manter" e as de "descarte" imediato. Logo,  analisar as peças do grupo "manter" e ver aquilo que foi usado nos últimos 30 dias, o que não foi utilizado nesse intervalo  vai pro grupo descarte, e uma peça não usada há um tempo só vai continuar no grupo manter se realmente tiver uma previsão muito clara de utilizá-la futuramente. 

Você pode estar se perguntando o que fazer com as peças do grupo descarte?  Bem, posso te dar várias respostas, você pode vender, trocar, doar ou jogar fora, tudo vai depender do estado da peça e de sua avaliação (lembre-se que o que é inútil pra você pode ser útil para alguém).

Utilizar o tempo com o que realmente importa


A possibilidade de ganhar tempo para o que realmente importa sem dúvidas é a maior promessa de benefício do minimalismo. E em tão pouco tempo vivendo o minimalismo aos poucos vou percebendo como esse tempo é precioso e tem me feito muito bem. 

Se você tem menos peças de roupas, escolher uma para usar é um processo bem mais rápido. Se você tem menos itens para limpar, você ganha tempo na arrumação da casa. Se abre mão de objetos que não usa, ganha mais espaço, conforto.  

Experimente não ter que se preocupar com a prestação feita sem planejamento, com uma maneira de arrumar mais recursos para trocar o celular pelo novo lançamento. Pense que você pode ter uma grana para fazer um passeio, para ir visitar alguém que você ama, para ser utilizada em um momento emergencial. 

Aos poucos você vai perceber que o minimalismo maximiza o seu tempo. A gente vive reclamando que não tem tempo e nem dinheiro, tá aqui uma boa receita para mudar isso. Vale muito a pena experimentar!

Se quiser conversar mais um pouco sobre o assunto do texto não exite em deixar um comentário! 


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Okja - Um filme Original Netflix

Foto Divulgação
Carne fraca? É impossível assistir esse filme e não lembrar do atual escândalo da carne ocorrido ainda ontem em nosso país. O filme é justamente uma crítica a industria alimentícia que busca o lucro a qualquer custo, sem a preocupação devida com o bem estar dos consumidores, o meio ambiente e ... O que surpreende é a maneira quase poética adotada para o desenvolvimento do tema. 

A história

Lucy Mirando (Tilda Swinton) nova diretora da multinacional Mirando , acaba de anunciar ao mundo a descoberta de uma nova especie de porcos, e promete que eles serão a solução "natural"  para a crise de abastecimento, colaborando para a diminuição da ecassez de alimentos.

Okja e Mikha
Em comemoração a "descoberta" da nova espécie, a empresa Mirando envia 26 exemplares para países distintos e estes ficarão sobre a tutela de produtores locais, que ao fim de 10 anos competirão para a escolha do melhor super porco. Okja é enviada pra a Coreia do Sul, e passa a ser criada como parte da família da pequena Mikha (Seo-Hyun Ahn) e de seu avô.

O primeiro ato do filme nos mostra como Okja é sentimental e já nesse momento passamos a amar a gigante, que está prestes a viver uma aventura de tirar o fôlego a caminho da cidade de Nova York. Mikha não conforma em se separar de Okja, e o segundo ato mostrará a pequena desbravando a cidade grande e encontrando um grupo de terroristas (aquela ajuda insperada). O terceiro ato, bom, nada de spoilers por aqui.   

Opinião

Um filme sentimental, que nos faz refletir sobre a irresponsabilidade das empresas alimentícias e o papel da publicidade em ludibriar os consumidores sobre a procedência e possíveis problemas que poderão ser causados pelo consumo desses alimentos. O filme também é irreverente ao abordar o papel das organizações que lutam na tentativa de reverter a situação, mostrando que o  extremismo não é o melhor caminho. 

Linda fotografia, ótimos efeitos visuais, atores que convencem ( Exceto Jake Gyllenhaal, como apresentador e depois vilão que é bem confuso). Vale a pena reservar os 118 minutos de uma tarde de domingo para assistir ao filme.

Ficha Técnica:

Título Okja (Original)
Ano produção 2017
Dirigido por
Estreia 2017 ( Mundial ) 
Outras datas 
Duração 118 minutos
Classificação
Gênero
Ação Aventura Drama
Países de Origem Coreia do Sul
Estados Unidos da América
Onde assistir: Netflix

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Um dia chuvoso e um pouco de paz


Foto Romário Gonçalves

 Os dias nublados geralmente estão associados a melancolia e até mesmo a depressão. Minhas últimas experiências em dias assim me possibilitam afirmar que existe beleza no "mal tempo", vide essa linda foto que tirei aqui na frente de casa. Uma roseira, uma cerca de bambu e um dia chuvoso em uma cidadezinha do interior mineiro convertidas em uma imagem que sugere desaceleração e reflexão.

 Se antes pulsava em mim a necessidade de estar sempre ao sol ( sim, estou fazendo uma alusão a busca incessante por um lugar ao sol),  hoje somente sombra e água fresca não me dão o fôlego necessário para continuar. Preciso às vezes de pausa maiores, e geralmente elas acontecem em dias assim. 

 Aproveitei o clima e a flexibilização do meu trabalho para me dar de presente parte dessa tarde. Foi uma experiência simples e gratuita mas sem dúvidas revigorante. Um momento de apreciação e conexão com algo que é realmente natural, o ambiente. As cores e a temperatura convertidos em um convite indeclinável  para desconectar dos e-mails, das redes sociais e desligar a tv e dos problemas sem solução aparente,  apenas viver aquele momento.

No meio do cinza, da neblina e de um friozinho encontrei um momento genuíno de paz.

Receita perfeita para aproveitar um dia chuvoso:
* Café/Chocolate quente* Uma broa de Fubá com Erva-doce* Uma boa playlist musical, Misture tudo e seja feliz!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Descobrindo o Minimalismo


 Gasto e Poeira


Estou vivendo um processo de profunda introspecção e renovação e isso não é novidade para você que tem me acompanhado. Desprendimento, desapego e liberdade têm sido contantes nesses dias. 

Essa semana me percebi perdido em meio a coisas sem sentido e inúteis. Objetos de decoração, livros lidos e relidos, roupas não mais usadas. Em um espaço limitado esses objetos são amontoados nos cantos para darem espaços a mais objetos que chegam todos os dias. 

Passei alguns minutos olhando ao meu redor, analisando cada um desses itens e relembrando o esforço despendido para consegui-los. A minha reflexão naquele momento foi a seguinte: Vendo o meu tempo/trabalho para conseguir recursos, uso esses recursos para comprar coisas e essas coisas que compro  na maioria das vezes serão esquecidas em um canto. Ando cansado desses excessos.

Em uma autoanalise,  conclui que o meu caso é uma fuga da frustração de estar longe de centros culturais. Vou explicar! Percebi que tenho canalizado minha expectativa por idas ao cinema, ao teatro ou uma vasita ao museu, (que é impossível aqui na minha cidade, por motivos de "Não existem essas opções") por objetos relacionados e essa é só a ponta do iceberg

Mais que o necessário


Digo que essa é só a ponta do iceberg pois a partir dessa reflexão sobre os pequenos gastos e poeira, percebi o quanto repetimos esse consumo e acúmulo desnecessários no nosso dia-a-dia. 

Nos matamos de trabalhar e nos esforçamos para conseguir algum dinheiro. E para ter aquele sentimento de que o esforço vale a pena precisamos consumir, comprar coisas. "Trabalho muito, não tenho tempo para nada mas tenho um monte de coisas que nunca uso." Isso não parece muito certo.

Outdoors, TV, rádio e internet, sempre nos dizendo: "Compre, use, tenha!" Não vou entrar no mérito, não vou discutir as técnicas de indução ao consumo. Os meios de comunicação desempenham sua tarefa de criar a necessidade com maestria, estão de parabéns!


O que não posso deixar de criticar é a nossa ingenuidade e a facilidade que somos levados a acreditar que precisamos de algo que não precisamos. E a energia que gastamos para conseguir alimentar esse consumo desnecessário, as manobras que fazemos diariamente para conseguir guardar essas coisas. Isso é extremamente ridículo.

Menos é mais


Pense na possibilidade de aproveitar o que realmente importa. Ter tempo e recursos para fazer uma viagem, estar com a família, cuidar de um bichinho de estimação. Enumerei desejos que vieram na minha cabeça mas com certeza você pode vislumbrar suas próprias possibilidades. 

A proposta do minimalismo é basicamente que você consuma somente o necessário. Não comprar pelo impulso ou estimulado por frustrações, não acumular uma pilha de coisas que depois da euforia inicial só servirão para ocupar espaço. Se desapegar do desnecessário, abrir mão daquilo que não é mais útil, desfazer daquilo que não faz mais parte de você. 

Na matemática do minimalismo, menos é mais! 

Menos entulho é igual o mais espaço, menos sobrecarga mais liberdade. Menos consumo é igual a mais economia. Menos energia despendida na preocupação de ter aquilo que não é necessário é convertida em mais energia para aproveitar o que realmente te traz felicidade. 

Tão natural quanto respirar o minimalismo veio fazer parte desse meu novo momento. E eu aberto ao novo, resolvi experimentá-lo. E minha proposta é compartilhar essa experiência com você. Semanalmente trarei aqui no blog relatos e pretendo fazer um videozinho ou outro também lá pro canal. quem sabe também não se sinta encorajado a praticar esse desapego?!!